Claudia:
19 de marco de 2011
Nao sei mas desta vez em nossa viagem tenho tido a sensacao de nao saber o que estou fazendo aquí. Um sentimento de vazio talvez. Mas, mas, vamos lá. Gerry insiste em viajar e eu vou nessa. Só que fico observando meus sentimentos ate eles se transformarem. Cada vez que vamos baixando mais a sul as cores de outono se intensificam. As arvores aparecem mais amarelas, alguns tons avermelhados, laranjas e marrons. De ontem para hoje dormimos em uma cabana melhor, pois a agua nao estava funcionando na outra cabana e a dona teve que nos mudar e ceder, ja que pagamos mais barato e ela teve que nos colocar em uma cabana mais cara. Dava para ver que nao ficou contente com a mudanca e Gerry nao gostou tambem pois teve que levar tudo ate a outra. Mas por mim foi otimo, muito mais confortavel. A outra cabana nao valia os 30000 e na verdade era uma exploracao. Ate o papel higienico é raspa-bunda (tambem na cabana mais cara). Uma observacao: Nestas cabanas em que estamos a dona é elegante, vive em uma casa que parece ser muito confortavel, mas as cabanas estao a desejar. O fogao é so um fogareiro de duas bocas, esses de camping e na cabana mais simples, so funcionava uma boca. Ja na Cabana de Puerto Aysen, a dona vive em uma casa simples, mas se esforcou e colocou tudo do bom e do melhor dentro e alem disso fez com amor. Alem do que uma vive alegre e a outra mais seria. Nada contra ninguem, so uma observacao.
Moranguinho silvestre
20 de marco de 2011
Coyhaique, Puerto Ibanez, Cerro castillo, Puerto Tranquilo
Em Coyhaique fomos conhecer a Reserva Nacional Coyhaique e fizemos uma pequena caminhada. Fica perto da cidade e o passeio em volta do lago estava otimo. Fomos ate Coyhaique alto tambem, dar uma olhada e a paisagem muda um pouco, sem florestas e mais de caracteristica de pampas com alguns Alamos, casas isoladas, montanhas e rio.
Deixamos Coyhaique com chuva e ventao, mas foi amenizando no caminho e o sol abriu nos possibilitando ver as montanhas comecando a nevar para a entrada do inverno. A vegetacao muda bastante, ja nao é mais florestal, mas tambem nao e´pampas, ficario no meio e posso dizer que é de tirar o folego. No caminho paramos para fazer xixi e ao abrir a porta do carro no chao muitos moranguinhos silvestres e alguns gritos meus de ¨ai que lindo¨!!! Bem docinho. O Cerro Castillo e seus arredores tem muitos senderos de longa e curta caminhada que parece que mais e mais as pessoas estao procurando. Nos no entanto so olhando a paisagem de dentro do carro e decidimos sair da carretera Austral e entrar para Puerto Ibanez. O que valeu a pena. Puerto Ibanez fica a margem do Lago General Carrera e leva de Ferry ate Chile Chico. Ë um pequenino povoado sem nada demais por agora, debe encher mais de gente em janeiro e fevereiro. Voltamos e almocamos em Cerro Castillo. Dois restaurantes, um do lado do outro. Um mais ¨chique¨ e outro mais simples. Qual escolher? O que estava mais cheio, debe ser o melhor. Era o mais simples, que tinha ate onibus parado na frente vindo de Crocrane a Coyhaique. O dono mesmo servindo, um senhor muito agradavel e sua senhora, puxa vida que delicia. Uma sopinha de marisco e depois, pao feito em casa e depois um prato de salada, batata e a carne que foi feita no forno a lenha e como a senhora disse faz a diferenca.
Depois do almoco e da barriga cheia, coloquei Rod Stewart[no dia seguinte dor de cabeca,rsrs} e comecei a cantar alto junto a ele. Gerry nao reclamou, devia estar bem contente,rsrsrs. No pequeño povoado de Cerro Castillo, que fica encravado no meio de montanhas altissimas com neve e picos, o rio, aguas correndo das montanhas, verdes por toda parte, me enchi de alegria e de um sentimento de tranquilidade. Haviam alguns jovens na beira da estrada pedindo carona, alguns gringos e outros Chilenos. Pena que em meu pais nao temos estes costumes saudaveis de sair e explorar a natureza, fazer essas aventuras. Somos shopping people.
Paramos para dormir em Puerto Tranquilo e procurei a cabana Estrela pois trouxe comigo as dicas do caderno de viagens do jornal El Mercurio. Valeu a pena, a cabana é otima. Hoje decidi nao passar frio e peguei seis cobertores ao todo. Gerry ria, ele nao senti frio como eu.
Confesso que me sinto cansada hoje, mas depois de tres copos do sem gosto nescafe ja estou melhorando e ficando pronta para nossa saida. Li em algum folder sobre o campo de gelo aquí atrás de Puerto Tranquilo, a 52 km e é para la que vamos agora. Vou fazer uns sanduiches e o sol esta nos chamando.
21 de marco de 2011
Hoje sao uma semana viajando. Fico anciosa, pois quero ir ao Ushuaia, mas tem que ver se vai dar tempo. Alias nao é tempo so, mas se nao vamos estar cansados no final. A placa indicativa dizia camino em construcao e 52 km ate Bahia Exploradores. Mas fomos ate o final e foi mais ou menos 82 km. Demos com um rio, que futuramente nos diceram que vao construir uma ponte. Ali ja estao trazendo pessoas para ir a Laguna San Rafael. O caminho esta em boas condicoes e a paisagem é espetacular. Montanhas e mais montanhas com neve e glaciares. Vamos acompanhando o tempo todo o rio com aguas verde leitosas. Levamos tres horas para chegar ao final aproveitando o caminho para tirar fotos e caminhar um pouquinho daqui e dali. Na volta paramos em um local que fez uma passagem na floresta para levar os turistas morro acima avistar o Ventisqueiro e o campo de gelo. Sao so 20 minutos acima e ja se avista gelo e mais gelo. Assim levamos o dia todo, so voltamos a Puerto Tranquilo as 5 horas da tarde. O dia esteve de sol e hoje parece que vamos ter a compania dele tambem. Vamos a Cochrane.
Montanhas de Cerro Castillo
Cena comum na Patagonia, Gauchos
Entrada de Cerro Castillo
Sao tao maravilhosas essa imagens que para mim retratam a grandeza de Deus
Gerry:
Saturday, 19 March
We had to change cabanas in the morning because we couldn’t get hot water out of the taps and neither could the owner organise this so we were changed to a much more up-market one. However, this move only happened late in the morning and was a bit of a curse in a way. One starts to find moving to different places every day and involving packing and unpacking, a bit of a hassle and so having two nights in a place offered a pleasing change. But this was not to be but in the end ,after moving, we enjoyed the better place. After showers and an early lunch we headed out up the nearby hills to a small national park. We were able to drive around a bit, admire some good views and then take a walk in the forest around a small, pleasant lake. After some shopping at the local, rather fine, supermarket we are stocked up and ready to move on. The forecast promises some reasonable weather but generally there must be rain too – as there is at this moment - to keep this area how it is.
Sunday, 20 March
Quite a bit if drizzle leaving town in the morning but still clear enough to appreciate the open farming country we passed through. Lovely black rocky hillocks rising out of sweeping areas of pastureland and, of course, streams running everywhere. At one point we stopped for a pee and happened to find ourselves on a big spread of wild strawberries low on the ground. They tasted very sweet and juicy. Gradually now rising upwards until we reached forested country and the National Park of Cerro Castillo, a vast area of many long trails (several days) which I would love to be able to walk, if I was younger. Cliffs high above us and many sporting so many colours of different rocks while rivers cascaded down alongside the road. Eventually we came down to Puerto Ibanez after traversing an area of fascinating black boulder mountains. Ibanez was apparently an engineer who must have has a lot to do with opening up this part of the country. Anyway here we found a pleasant little town and a large impressive car ferry which, seeing the Customs, must travel to Argentina along this huge lake that is shared with Chile.
Back along this road to the junction where we happily were able to see more of that array of stunning jagged mountains with rocky spires sticking upwards all amid glaciers and acres of snow. We soon arrived at the small town of Cerro Castillo and the name given to those spectacular mountains which we were forever trying to photograph. Here we had a wonderful lunch which was their daily fare – seafood soup, a huge chunk of delicious beef cooked in a wood-fired oven and a sweet – together with other customers. And so, to the road again, now winding upwards with endless remarkable views which had us stopping every few minutes. All this day we were travelling the same route – except for the bit down to the port - in reverse that we had taken last year but this time in the afternoon the day was reasonably clear so we could appreciate it better.
Although a relatively short distance (slightly over 100 kms) in the afternoon we took some three hours or so to reach our destination at Puerto Tranquillo down on the vast lake. For the last hour we were close to the lake in rough farming areas. Here, as in many other places, there was a preponderance of old logs lying scattered everywhere. I can only speculate that these, often magnificent, trees were felled some years previously to open up grassland for cattle. Sad that little was kept of all this wood and merely wasted to lie rotting on the ground. I presume that when Beryl Smeeton did her amazing trip on horses in 1938, that all this was forest, as she remarked on the major difficulties they encountered riding through this trackless country. Only the local gauchos could make their way through this difficult terrain but what a lady to have not only attempted this feat but succeeded in doing it!
Muitas aguas caindo ao longo da Carretera Austral
Caminho ao Campo de Gelo Norte/70 km adentro de Puert Tranquilo
Beleza Total
Caminho ao Campo de Gelo Norte
No caminho, um Indio vigiando suas amadas terras
Eu e o Indio olhando o horizonte